O fenômeno climático El Niño continua se intensificando e pode atingir níveis históricos nos próximos meses. As projeções mais recentes indicam mais de 90% de probabilidade de que o evento alcance intensidade muito forte no fim de 2026 e início de 2027, o que aumenta o risco de secas, ondas de calor, incêndios e chuvas extremas em diferentes regiões do planeta.
De acordo com os órgãos meteorológicos brasileiros, o El Niño foi confirmado em junho e deverá permanecer ativo pelo menos até o início de 2027. As previsões apontam alta probabilidade de que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial ultrapasse 2°C acima da média durante a primavera e o verão, caracterizando um evento de grande intensidade.
No Brasil, os efeitos já começam a preocupar as autoridades. A tendência é de chuvas acima da média em áreas da Região Sul, enquanto regiões do centro-norte do país podem enfrentar períodos mais secos. As temperaturas acima do normal também aumentam o risco de ondas de calor e incêndios florestais, especialmente na Amazônia, no Cerrado e em áreas do Centro-Oeste.
O cenário de intensificação ganha ainda mais importância porque uma nova pesquisa aponta que os episódios de El Niño se tornaram, em média, mais intensos nas últimas décadas, em meio ao avanço das mudanças climáticas provocadas pela atividade humana. O estudo indica que o aquecimento global pode estar ampliando a variabilidade do fenômeno e potencializando seus efeitos extremos.
Diante das previsões, órgãos brasileiros reforçam a necessidade de monitoramento constante das condições meteorológicas e hidrológicas. A evolução do El Niño nos próximos meses será decisiva para dimensionar seus impactos, mas o atual cenário já acende o alerta para a possibilidade de um dos episódios mais severos das últimas décadas.



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