A Operação Mulher Segura 2026, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, prendeu 57.790 agressores e atendeu 228 mil vítimas em 141 dias, em ações que alcançaram 4.253 municípios, segundo o balanço divulgado na última segunda, 19.
Do total de prisões, 49.129 foram em flagrante e 8.661 cumpriram mandados judiciais. Entre as principais ocorrências registradas estão lesão corporal, com 16.644 casos, ameaça, com 15.019, e descumprimento de medidas protetivas de urgência, com 4.949, além de 5.165 registros em outras tipificações.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) mobilizou 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todas as unidades da federação. De acordo com a versão detalhada do balanço, as equipes atenderam 228.194 mulheres e fizeram 155.641 acompanhamentos de medidas protetivas de urgência.
Na distribuição regional, o Sul concentrou o maior percentual de prisões, com 36%, seguido pelo Centro-Oeste, com 26%, pelo Sudeste, com 18%, pelo Nordeste, com 15%, e pelo Norte, com 4%. O balanço não separa os números do Distrito Federal.
A mobilização nacional começou em 1 de junho de 2026 e tem caráter permanente, com integração de forças estaduais e federais. O ministério espera que, até o fim do ano, 100 mil agressores de mulheres sejam retirados das ruas.
Denúncias podem ser feitas pela Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, serviço gratuito e sigiloso que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Em 29 de julho, o ministério informou que os dados da operação contemplavam duas fases em 2026: a primeira, de 19 de fevereiro a 5 de março, com 6.328 prisões, e a segunda, de 1 de junho a 27 de julho, com 15.428. O balanço de outubro não detalha se inclui essas fases. O Centro Integrado Mulher Segura, inaugurado em março, reúne ações de inteligência, monitoramento e análise de dados sobre violência contra a mulher.
Segundo monitoramento do ministério e do Ministério das Mulheres, houve 741 feminicídios entre janeiro e junho, redução de 2,5% frente aos 760 casos do mesmo período de 2025.


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