O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou neste domingo, 25, por volta das 17h, que a votação do segundo turno seja prorrogada até as 19h em todo o país. A decisão atende a pedido da campanha de Lula e cabe ao TSE cumpri-la.
A coligação de Lula (PT) protocolou no TSE e no STF uma petição com pedido de liminar de urgência para estender a votação em municípios atingidos por problemas no transporte público. O pedido começou com Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas e foi depois ampliado a nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. A decisão de Zanin, porém, não se limita a eles e vale para todas as seções do país.
Ao decidir, o ministro citou a “gravidade dos fatos narrados” e a urgência da medida, e determinou a prorrogação por duas horas. As alegações da petição, como a de que cerca de 60% dos veículos circulavam em São Paulo, apesar da determinação de 100% da frota, e a de que aproximadamente 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens em Salvador, não foram verificadas de forma independente. O texto oficial da decisão não foi localizado, e as versões reproduzidas divergem em detalhes de redação.
Depois da decisão, a totalização dos votos, que já havia começado, foi paralisada às 17h06, com 1.225 das 499.248 seções apuradas e 335.743 votos válidos computados. Nesse momento parcial, Lula tinha 57,66% (193.574 votos) e Flávio Bolsonaro (PL), 42,34% (142.169 votos). Os números não representam o resultado atual. As urnas que já haviam sido fechadas não podem ser reabertas.
Há outros pedidos sem decisão conhecida. A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE prorrogação de duas horas em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina atingidos por chuvas. A campanha de Lula também solicitou que o transporte coletivo gratuito, com frota integral, fosse mantido por pelo menos duas horas após o fechamento das urnas, e a Federação Brasil da Esperança pediu que os juízos eleitorais distribuam senhas às 17h a todos os eleitores presentes nos locais de votação.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Boas Cueva, cobrou informações do TRE-BA sobre os problemas em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, e as denúncias podem resultar em investigações.
Ainda não há confirmação do TSE nem do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal sobre como e quando a prorrogação será aplicada nas seções do DF, e não está claro se a decisão será referendada pelo plenário do STF ou pelo TSE. Zanin já havia sido sorteado relator de uma ação do PSD sobre o segundo turno no Rio, como mostra a matéria sobre o sorteio do relator. A campanha também teve o fim da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Mais notícias estão na editoria de Política.


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