Israel vai às urnas nesta terça, 27, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tentando permanecer no poder em uma disputa marcada pela segurança nacional, pela ameaça do Irã e pelo desgaste provocado pelos conflitos dos últimos anos. As pesquisas mais recentes mostram o Likud atrás do partido Yashar, de Gadi Eisenkot, e indicam que nenhum dos principais blocos alcança sozinho os 61 assentos necessários para formar maioria no Parlamento.
Levantamento divulgado às vésperas da votação projeta 23 cadeiras para o Yashar e 21 para o Likud. O bloco alinhado a Netanyahu aparece com cerca de 51 das 120 vagas do Knesset, enquanto partidos contrários ao primeiro-ministro somam aproximadamente 55. As legendas árabes podem voltar a ter papel decisivo nas negociações para a formação do próximo governo.
Netanyahu concentrou a reta final da campanha na segurança de Israel e no programa nuclear iraniano. O primeiro-ministro afirma que o regime de Teerã continua representando uma ameaça existencial ao país e sustenta que sua experiência e sua relação com os Estados Unidos são fundamentais para enfrentar o problema. Reportagens da imprensa israelense também apontaram que ele discutiu com Washington a possibilidade de novas ações militares contra o Irã.
A campanha de Netanyahu recebeu o apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou seu “total apoio” à reeleição do israelense e afirmou que outro governo poderia deixar Washington mais isolado diante do Irã. Pesquisas divulgadas depois da manifestação, porém, não registraram mudança significativa nas intenções de voto, e analistas israelenses avaliam que o apoio tende a mobilizar principalmente eleitores que já simpatizam com Netanyahu.
Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças de Defesa de Israel, tenta transformar o desgaste do atual governo em votos e tem atraído inclusive antigos apoiadores do Likud. Apesar da vantagem de seu partido nas pesquisas, o sistema parlamentar israelense torna a formação de coalizões tão importante quanto o resultado individual das legendas, e a composição definitiva do próximo governo poderá depender de negociações após a votação.


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