A comissão mista do Congresso analisa nesta quinta, 5, o relatório de uma medida provisória que prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para empresas que tiveram perdas com o tarifaço dos Estados Unidos e outros exportadores. A MP perde a validade se não for aprovada até 18 de novembro.

A reunião da comissão mista que analisa a MP 1379/26 está marcada para as 14 horas desta quinta, 5, no plenário 2, na ala Nilo Coelho do Senado. Segundo a Câmara dos Deputados, o colegiado vai examinar o relatório da senadora Leany Lemos (PSB-DF). O resultado da análise ainda não é conhecido.

Do total de R$ 18,5 bilhões, R$ 13,5 bilhões vêm do Tesouro Nacional. Já o BNDES, cujo nome completo é Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, entra com cinco bilhões de reais. As informações disponíveis dizem apenas que os juros serão subsidiados, sem detalhar taxas, prazos ou garantias.

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Entre os setores que poderão recorrer às linhas estão a agricultura, a pecuária, a pesca e a aquicultura, as florestas plantadas, a mineração e as indústrias químicas e farmacêuticas, além de outros. O dinheiro pode ser usado em investimentos produtivos, na compra de máquinas e equipamentos e em inovação tecnológica. Também cobre capital de giro e a abertura e a prospecção de mercados.

A MP foi editada pelo Executivo após o chamado tarifaço, como são conhecidas as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Além das empresas que tiveram perdas com essas tarifas, o objetivo é beneficiar exportadores prejudicados por conflitos internacionais. O texto original da MP não foi lido pela reportagem; os setores e usos citados vêm da descrição feita pela Câmara dos Deputados.

Instalada na quarta, 4, a comissão elegeu presidente a deputada Nely Aquino (Pode-MG), e vice-presidente, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Leany Lemos foi designada relatora. As informações disponíveis não dizem o que o relatório altera em relação à MP original.

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados