Israel ordena evacuação em massa na Cidade de Gaza e aumenta temor de nova “Nakba”

Aviões israelenses lançaram folhetos sobre os escombros da Cidade de Gaza nesta terça, 9, instruindo moradores a abandonarem a região diante da iminência de uma grande ofensiva contra o Hamas. A medida provocou pânico entre a população, que denuncia não haver destino seguro para fugir dos bombardeios.

A Cidade de Gaza, que já foi o principal centro urbano do enclave, abrigava cerca de 1 milhão de palestinos antes da guerra. Segundo Benjamin Netanyahu, trata-se de uma última chance para a população deixar a área, considerada pelo governo israelense como um dos últimos redutos do grupo militante.

O clima de desespero se espalha por abrigos improvisados e até entre pacientes deslocados em tratamento contra o câncer. Muitos afirmam que não têm condições de sair, enquanto outros temem reviver a “Nakba” de 1948, quando centenas de milhares de palestinos foram expulsos de suas casas com a criação do Estado de Israel.

Israel nega as acusações de genocídio, sustentando que age em legítima defesa após os ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram 1.200 mortos em território israelense. Ainda assim, organizações internacionais e acadêmicos da área de genocídio têm condenado a campanha militar, que já resultou em mais de 64 mil mortes em Gaza, segundo autoridades locais.

A crise humanitária se agrava com a superlotação da zona costeira de Al-Mawasi, indicada por Israel como “área humanitária”. Enquanto isso, os dois principais hospitais de Gaza — Al Shifa e Al Ahli — anunciaram planos de evacuação parcial, mas médicos asseguram que não abandonarão os pacientes. A maioria da população, já deslocada diversas vezes desde o início da guerra, agora enfrenta o dilema entre permanecer sob as bombas ou buscar refúgio em um sul também bombardeado.

COM INFORMAÇÕES DE AGÊNCIAS

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