Três homens foram mortos e dois suspeitos adolescentes encontrados mortos em um veículo próximo ao local após um ataque a tiros nesta segunda, 18, no Centro Islâmico de San Diego, a maior mesquita do condado californiano. O ataque começou por volta das 11h43 (horário local) e o chefe de polícia de San Diego, Scott Wahl, confirmou que o caso está sendo investigado como crime de ódio. “Havia definitivamente retórica de ódio envolvida”, disse Wahl em coletiva de imprensa.
As três vítimas fatais foram encontradas do lado de fora do prédio da mesquita quando os policiais chegaram ao local. Entre os mortos estava um guarda de segurança que, segundo o chefe de polícia, desempenhou papel decisivo para evitar um massacre ainda maior. “Suas ações foram heroicas e, sem dúvida, ele salvou vidas hoje”, disse Wahl. O imam do centro islâmico, Taha Hassane, confirmou que todas as crianças, professores e funcionários da escola diurna que funcionava no complexo no momento do ataque foram evacuados com segurança.
Os dois suspeitos foram identificados como Cain Clark, de 17 anos, e Caleb Vazquez, de 18, e foram encontrados mortos em um veículo no meio de uma rua, com ferimentos de bala aparentemente autoinfligidos. Cerca de duas horas antes do ataque, a mãe de um dos jovens havia ligado para a polícia relatando que o filho havia desaparecido junto com múltiplas armas e o carro da família, informando que acreditava que ele estava em estado suicida e acompanhado de outra pessoa. Os dois estavam vestindo roupas de camuflagem.
Um paisagista que trabalhava a alguns quarteirões do local foi alvo de tiros, mas não ficou ferido, a polícia investiga se o episódio tem conexão com o ataque principal. O FBI foi acionado para apoiar as investigações e comprometeu todos os recursos necessários ao caso. O ataque ocorreu no primeiro dia do Dhul Hijjah, um dos períodos mais sagrados do calendário islâmico, semanas antes do início do Hajj, a peregrinação anual a Meca.
Em resposta ao ataque, a Polícia de Los Angeles anunciou reforço de patrulhas em mesquitas e centros islâmicos da cidade, e o Departamento de Polícia de Nova York também ampliou o policiamento em locais de culto muçulmanos como medida de precaução, embora ambas as forças tenham afirmado não existir ameaça conhecida em suas cidades. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, foi informado do ocorrido e o Escritório de Serviços de Emergência do estado entrou em coordenação com as autoridades locais.


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