Ataques israelenses deixam ao menos seis mortos em Gaza em momento crítico para o cessar-fogo

Ao menos seis palestinos foram mortos neste domingo, 14, em ataques aéreos e tiroteios israelenses na Faixa de Gaza, de acordo com autoridades de saúde locais, num momento em que mediadores internacionais buscam evitar o colapso do cessar-fogo intermediado pelos Estados Unidos.

Segundo médicos, um ataque aéreo próximo ao Hospital Al-Yeman Al-Saeed, no campo de refugiados de Jabalia, no norte do território, matou pelo menos quatro pessoas. Outras duas mortes foram registradas em episódios distintos em Khan Younis, no sul, e na cidade de Gaza. As Forças Armadas de Israel ainda não comentaram os incidentes.

Os novos ataques aconteceram justamente quando mediadores do Egito, Catar e Turquia concluíam uma semana de negociações com o Hamas e outras facções palestinas sobre a segunda fase do plano do presidente americano Donald Trump para Gaza, que prevê o desarmamento do grupo e a retirada das tropas israelenses do território.

A trégua firmada em outubro de 2025 sob mediação de Trump não conseguiu interromper os ataques israelenses nem garantir o desarmamento de militantes do Hamas. Desde então, mais de 950 palestinos foram mortos em ofensivas israelenses, enquanto Israel registra quatro soldados mortos por militantes no período. O Hamas culpa Israel pela falta de avanço rumo a um acordo definitivo, alegando descumprimento dos termos da primeira fase, enquanto o governo israelense justifica os ataques como medida preventiva contra ofensivas do grupo.

Neste domingo, o Hamas e outras facções informaram ter enviado uma resposta por escrito a uma proposta de 15 pontos apresentada pelos mediadores e pelo Conselho de Paz liderado por Trump, sem detalhar o conteúdo. Fontes próximas ao processo afirmam que houve concordância em 14 dos 15 itens, restando como principal obstáculo a questão do desarmamento do Hamas, o grupo condiciona qualquer desarmamento total ao avanço de um processo político que leve à criação de um Estado palestino, enquanto Israel exige que o Hamas se desarme por completo, abandone o poder em Gaza e fique fora de qualquer papel futuro no enclave.

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