Brasil bate França por 3 sets a 0 e mantém liderança na Liga das Nações de Vôlei

A seleção feminina de vôlei começou a segunda semana da Liga das Nações (VNL) com vitória tranquila. Nesta quarta, 17, em Ancara, na Turquia, o Brasil superou a França por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/19 e 25/15, em um jogo que ficou marcado mais pelos erros das duas equipes do que pela qualidade do confronto.

A equipe brasileira entrou em quadra sem o técnico Zé Roberto, suspenso pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) por conduta antidesportiva no duelo anterior contra a Bulgária. Quem assumiu o comando à beira da quadra foi o auxiliar Paulo Coco. Apesar das falhas de ambos os lados, cada seleção cedeu um set inteiro em erros não forçados, o Brasil se impôs com folga, principalmente nos fundamentos de saque e bloqueio.

Ana Cristina foi a grande responsável pela vitória brasileira, fechando a partida com 13 pontos. Julia Bergmann, apesar de início discreto, ganhou ritmo no ataque a partir do segundo set e somou boa produção ao lado da companheira — juntas, as duas atacantes ainda contribuíram com seis pontos de saque. Do outro lado da rede, a seleção francesa nunca encontrou consistência: as duas principais pontuadoras do time, Ratahiry e Fanguedou, terminaram com apenas cinco acertos cada no ataque.

Com o triunfo, o Brasil chega a 14 pontos e mantém 100% de aproveitamento na competição, na liderança isolada, um ponto acima do Japão. Já a França permanece na parte inferior da tabela, na 15ª posição, somando apenas uma vitória e três pontos no torneio.

A sequência da VNL para as brasileiras será nesta quinta-feira (18), contra a Bélgica, às 10h (horário de Brasília). No mesmo dia, a França enfrenta a equipe da casa, a Turquia, às 13h30.

No primeiro set, o ritmo começou lento, com falhas constantes nos dois lados da quadra. Ainda assim, o Brasil teve vantagem no ataque desde o início, puxado por Ana Cristina, autora de seis pontos só nesse fundamento. Julia Bergmann, destaque da seleção na semana anterior da competição, enfrentou dificuldades contra o bloqueio francês e teve atuação discreta na etapa inicial. Quando a França parecia esboçar reação, uma sequência eficiente de Ana Cristina no saque ajudou o Brasil a abrir distância suficiente para fechar a parcial em 25 a 22.

A segunda parcial começou com a França em melhor postura, mas a equipe voltou a perder o fôlego diante de dois aces seguidos de Ana Cristina. Julia Kudiess também contribuiu, marcando seu primeiro ponto de bloqueio na partida, enquanto Julia Bergmann, recuperada do início ruim, passou a converter bem no ataque e no saque. Sem reação à altura das francesas, o Brasil ampliou a vantagem e venceu por 25 a 19.

No terceiro set, o jogo se transformou em controle total das brasileiras. Uma nova sequência forte de Julia Bergmann no saque ajudou a equipe a abrir 5 a 0 logo de início, vantagem que só cresceu ao longo da parcial. A comissão técnica francesa usou os dois tempos técnicos disponíveis ainda na primeira metade do set, sem conseguir reverter o cenário. Com o controle do ritmo de jogo garantido, o Brasil fechou a vitória com tranquilidade, vencendo por 25 a 15.

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