Ancelotti confirma mudanças no Brasil contra o Haiti e mantém suspense sobre Endrick na Copa do Mundo 2026

Pressionado pelo empate frustrante com Marrocos na estreia, o técnico Carlo Ancelotti confirmou nesta última quinta, 18 que promoverá alterações na seleção brasileira para o duelo desta sexta, 19, às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. O italiano, porém, blindou a escalação e adiou qualquer revelação para o momento da comunicação direta aos jogadores.

“Alguma mudança vamos fazer. Pode ser de alguns jogadores mais frescos que outros. Temos que melhorar no equilíbrio e na qualidade do jogo”, declarou Ancelotti em entrevista coletiva realizada no próprio estádio da partida. O treinador reconheceu que a equipe ficou abaixo do esperado diante dos marroquinos, mas pediu uma análise construtiva: “A Copa do Mundo não se decide na primeira partida. Sigo confiante de que a equipe será competitiva neste Mundial.”

As principais mudanças sinalizadas pelos treinos da semana apontam para as entradas de Danilo na lateral-direita, Fabinho no meio-campo e Matheus Cunha no ataque, nas vagas de Ibañez, Casemiro e Igor Thiago, respectivamente. Luiz Henrique também desponta como opção para assumir a vaga de Lucas Paquetá. Com isso, o Brasil deve atuar com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Fabinho e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

A ausência de Endrick no time titular contra Marrocos acendeu o debate entre torcedores e especialistas. Ancelotti elogiou o jovem atacante, que completa 20 anos em julho, mas preferiu desviar das perguntas sobre uma possível utilização diante do Haiti. “Pessoalmente, considero ele um talento extraordinário e o Brasil vai aproveitar suas qualidades nesta e na próxima Copa do Mundo. Tem que esperar um pouco, mas será importante”, limitou-se a dizer. Neymar, que retornou ao campo durante a semana em atividades com o preparador físico, também não enfrenta o Haiti, ainda em transição física.

Para o confronto, o Brasil parte com enorme vantagem histórica: as duas seleções já se enfrentaram três vezes, com 100% de aproveitamento brasileiro, vitórias por 4 a 0 em 1974, 6 a 0 em 2004 e 7 a 1 na Copa América de 2016. No ranking da Fifa, a diferença entre os países é a maior deste Mundial: o Haiti ocupa a 85ª posição, enquanto o Brasil figura em sexto.

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