Rebeca Andrade marcou seu retorno às competições com uma conquista até então inédita em sua carreira. Depois de cerca de 20 meses afastada das arenas para cuidar da saúde física e mental, a ginasta brasileira venceu a final do salto neste domingo, 21, na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, e levou o primeiro ouro no aparelho em um Pan-Americano, apesar de já ser bicampeã mundial e medalhista olímpica na prova, com ouro em Tóquio-2021 e prata em Paris-2024. O título puxou um domingo de sete medalhas conquistadas pelo Brasil no encerramento do Pan-Americano de Ginástica Artística.
Última entre as oito finalistas a se apresentar, Rebeca fechou a prova com média de 14.266, somando a maior nota da disputa, 14.433, no primeiro salto, e 13.700 no segundo, após um pequeno desvio na aterrissagem. A prata ficou com a canadense Lia Monica Fontaine, com 14.249, e o bronze foi para a americana Claire Pease, com 13.916.
No masculino, Diogo Soares somou duas medalhas de prata no domingo: 13.933 nas barras paralelas e 14.133 na barra fixa, aparelho em que ficou atrás apenas do colombiano Ángel Barajas, que cravou 15.233, a maior nota do campeonato em todos os aparelhos. Ainda na barra fixa, Arthur Nory levou o bronze, em empate com o canadense Felix Dolci.
O Brasil somou ainda mais três bronzes na competição: Thaís Fidélis na trave, Sophia Weisberg nas barras assimétricas e Vitaliy Guimarães no solo, sua primeira medalha em um Pan-Americano. Com os resultados deste domingo, a ginástica artística brasileira fechou o torneio com nove medalhas no total, somando também a prata por equipes conquistada na quarta, 17, e o bronze de Thaís Fidélis no individual geral, na sexta, 19, resultado que já havia garantido vaga do Brasil no Mundial de Ginástica Artística, marcado para outubro em Roterdã.
Em depoimento na zona mista, Rebeca destacou a dificuldade de retomar a rotina de competições após o tempo afastada, dizendo que o foco principal era controlar o nervosismo do reencontro com o público e que o resultado veio como consequência desse trabalho. A ginasta, que no ano passado havia anunciado o fim das provas de solo para preservar os joelhos, já projeta a temporada com os olhos voltados ao Mundial de outubro e aos próximos ciclos olímpicos.


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