A cena aconteceu longe das câmeras. Depois que as luzes do estádio se apagaram e os companheiros foram embora, Neymar ficou sozinho no vestiário e deixou as lágrimas correrem. O camisa 10 da Seleção Brasileira havia acabado de disputar sua primeira partida em uma Copa do Mundo depois de anos afastado, e o peso de tudo aquilo veio de uma vez.
“Me emocionei, sim. Fui para o vestiário, sozinho, e me emocionei um pouco. É um alívio muito grande viver tudo isso de novo”, confessou o atacante do Santos, que entrou no segundo tempo da vitória sobre a Escócia nesta última quarta, 24, partida que garantiu a classificação do Brasil para a segunda fase do Mundial.
A entrada em campo reativou memórias de um longo período de luta. Neymar revelou que, no momento em que foi chamado pelo técnico Carlo Ancelotti, um filme passou rapidamente pela cabeça, o processo de recuperação da lesão na panturrilha direita, os dias longe da seleção, a incerteza sobre se voltaria a tempo. “Foram longos dias longe da Seleção Brasileira. Estou muito feliz por ter conseguido voltar a jogar uma Copa do Mundo depois de tantos anos”, disse ele, acrescentando que ao olhar para a família nas arquibancadas, todos chorando, sentiu que o sofrimento havia valido a pena.
O Brasil aguarda o adversário das oitavas, que sairá do Grupo F, entre Holanda, Japão e Suécia. Questionado se espera ganhar mais minutos no próximo jogo, Neymar não deixou dúvida sobre seu estado de espírito, mas preferiu não pressionar o treinador. “Isso depende do Mister, né? Deixa ele decidir. Eu estou preparado”, afirmou.


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