Irã reage a ataques dos EUA e amplia tensão militar no Golfo Pérsico

O conflito entre Irã e Estados Unidos voltou a se intensificar nesta quinta, 9. As Forças Armadas iranianas lançaram ataques contra instalações militares norte-americanas no Kuwait, Catar e Barein, em resposta aos bombardeios realizados pelos EUA contra províncias do sul e do leste do Irã. A escalada aumenta a pressão sobre o frágil acordo de cessar-fogo e eleva os temores de uma nova expansão da guerra no Oriente Médio.

Enquanto respondia militarmente, o Irã também se preparava para o funeral do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque aéreo norte-americano no início do conflito. O cortejo em Mashhad, cidade considerada um dos principais centros religiosos do país, contou com forte esquema de segurança aérea, incluindo caças MiG-29. Paralelamente, explosões foram registradas nas províncias de Bushehr e Bandar Abbas, onde um projétil atingiu a área de uma usina nuclear construída pela Rússia, além de instalações militares e um cais de pesca.

Segundo o Exército iraniano, drones foram usados para atingir sistemas antimísseis Patriot dos EUA no Kuwait, uma estação de alerta antecipado no Catar e um depósito de combustível militar no Barein. O Kuwait informou ter interceptado um míssil de cruzeiro, três mísseis balísticos e dez drones, enquanto a Jordânia anunciou a interceptação de oito mísseis iranianos que cruzaram seu espaço aéreo, sem registro de vítimas. O Catar voltou a defender uma solução diplomática e condenou os recentes ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos afirmam que seus ataques tiveram como objetivo manter aberta a navegação no Estreito de Ormuz, após acusarem forças iranianas de atacar petroleiros na região. O Comando Central norte-americano informou ter atingido cerca de 90 alvos militares, incluindo sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis, infraestrutura naval e centros logísticos. Já autoridades iranianas afirmam que os bombardeios deixaram 14 mortos e 78 feridos em cinco províncias, além de atingirem uma ponte ferroviária estratégica para o comércio com Rússia e China.

A nova escalada também repercutiu nos mercados internacionais. Depois de uma forte alta, os preços do petróleo recuaram à medida que investidores passaram a avaliar se os ataques representam uma resposta pontual ou o colapso definitivo do cessar-fogo. O Irã reafirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá sob seu controle e advertiu que qualquer novo ataque dos EUA será respondido. O presidente Donald Trump, por sua vez, disse que as ações militares representam uma retaliação aos ataques contra navios comerciais e afirmou não acreditar que o confronto evolua para uma guerra de grandes proporções.

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