Ataques israelenses deixam mortos em Gaza enquanto mediadores tentam preservar cessar-fogo

Ataques israelenses deixaram pelo menos seis mortos na Faixa de Gaza neste domingo, 12, entre eles uma menina de 9 anos, em meio a uma nova rodada de negociações conduzidas por mediadores internacionais para manter o cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas. As ofensivas ocorreram em diferentes regiões do enclave palestino e também deixaram vários feridos, segundo autoridades de saúde locais.

De acordo com médicos palestinos, a menina Tala Abu Matar morreu após disparos atingirem um acampamento de barracas na parte leste do campo de refugiados de Al-Bureij, no centro de Gaza. Em outro ataque, um bombardeio contra uma fundição de metal no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, matou quatro pessoas. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que o alvo era uma instalação de produção de armas utilizada por militantes do Hamas e disseram não ter conhecimento do caso envolvendo a criança.

Mais tarde, um novo ataque atingiu um acampamento de deslocados na região de Mawasi, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, matando ao menos uma pessoa e ferindo várias outras, incluindo crianças. Os militares israelenses não comentaram imediatamente essa ação. Separadamente, Israel informou que eliminou pelo menos dois integrantes do Hamas no norte do território desde quinta-feira, alegando que eles planejavam ataques contra tropas israelenses.

Embora o cessar-fogo firmado em outubro de 2025 tenha reduzido a intensidade dos combates, os confrontos e bombardeios continuam. Segundo autoridades palestinas, mais de mil pessoas morreram em ataques israelenses desde a entrada em vigor do acordo. No mesmo período, quatro soldados israelenses foram mortos por combatentes do Hamas em Gaza.

Enquanto a situação militar segue instável, Israel também se prepara para as eleições nacionais marcadas para 27 de outubro. A coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou que a data será mantida, encerrando especulações sobre uma possível antecipação do pleito. Pesquisas recentes indicam desgaste do governo, formado por partidos nacionalistas e religiosos, após os conflitos em Gaza, Líbano e Irã, embora a oposição ainda não apresente uma maioria consolidada.

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