Telescópio Roman é lançado ao espaço para investigar os mistérios da matéria e da energia escura

O novo observatório astronômico da Nasa, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, foi lançado ao espaço neste domingo, 30, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em uma missão voltada à investigação de alguns dos maiores mistérios da astrofísica e da cosmologia. O projeto, avaliado em cerca de US$ 4 bilhões, foi levado ao espaço por um foguete Falcon Heavy, da SpaceX.

O Roman seguirá até o Ponto de Lagrange 2, localizado a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra, onde deverá operar inicialmente por cinco anos. Segundo a Nasa, no entanto, o telescópio poderá ter combustível suficiente para estender a missão por mais cinco anos. Entre seus principais objetivos estão a investigação da matéria escura e da energia escura, o teste da gravidade em grandes escalas e a busca por exoplanetas.

Uma das principais missões do observatório será a criação do mapa tridimensional mais abrangente já feito do universo. O levantamento deverá incluir mais de dois bilhões de galáxias e ajudar os cientistas a compreender a expansão acelerada do cosmos. Atualmente, a matéria comum representa apenas cerca de 5% do conteúdo do universo, enquanto a matéria escura corresponde a aproximadamente 27% e a energia escura a 68%.

O novo telescópio também ampliará as capacidades dos observatórios espaciais Hubble e James Webb. A Nasa compara o Roman a uma lente grande-angular, capaz de registrar extensas regiões do céu com rapidez, enquanto o Webb funciona como uma lente de zoom, voltada para observações mais profundas. De acordo com cientistas do projeto, um mês de observações do Roman poderá mapear uma área da Via Láctea que levaria cerca de um século para ser analisada pelo Hubble.

Além dos estudos sobre o universo, o Roman realizará uma das buscas mais amplas já feitas por planetas fora do Sistema Solar. A expectativa é que o observatório descubra milhares de novos exoplanetas e produza o primeiro grande levantamento estatístico de sistemas planetários semelhantes ao nosso. A Nasa informou ainda que o lançamento ocorreu nove meses antes do cronograma previsto.

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