O candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo) foi preso em flagrante pela Polícia Federal no último domingo, 27, após pintar sem autorização paredes externas do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB). A instituição classificou o episódio como depredação do patrimônio público e informou que acionou seu protocolo de segurança antes da chegada das forças policiais.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Wilker e apoiadores no local durante a intervenção nas paredes do instituto. Em uma das gravações, o candidato é questionado sobre a autorização para realizar a pintura e responde de forma hostil. Segundo a UnB, a ação ocorreu sem consentimento da administração ou da comunidade acadêmica responsável pelo espaço.
O episódio também envolveu agressões contra estudantes. De acordo com a universidade e com o Diretório Central dos Estudantes, pessoas que acompanhavam Wilker cercaram e agrediram alunos após a chegada das forças policiais. A reitora Rozana Naves afirmou nesta segunda, 28, que estudantes feridos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito e que a UnB prestará assistência aos envolvidos.
Em nota, a universidade repudiou os atos de violência e informou que adotará medidas administrativas e judiciais para apurar responsabilidades. O diretório do Novo no Distrito Federal também se manifestou e defendeu que o caso seja analisado com base no devido processo legal, sem antecipação de culpa nem atribuição automática a Wilker por atos praticados por terceiros.
Wilker foi expulso da UnB em 2025, quando cursava História, após processo disciplinar relacionado à sua conduta no ambiente acadêmico. Ele ganhou projeção nas redes sociais com gravações feitas durante aulas e voltou ao campus neste domingo acompanhado de apoiadores. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre eventual responsabilidade criminal pelos fatos ocorridos no Instituto de Artes.


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