A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária verde para novembro, e as contas de luz não terão custo extra pelo segundo mês seguido. A decisão, anunciada nesta sexta, 30, vale para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A manutenção da cor verde tem como motivo a chuva. Segundo a Aneel, o aumento de chuvas nas áreas onde ficam as principais hidrelétricas trouxe equilíbrio aos reservatórios. Com isso, não há necessidade de acionar com mais força as termelétricas, de custo mais alto. Para a agência, esse é o fator que sustenta a decisão para novembro.

Depois de cinco meses de bandeira amarela, a cor verde voltou em outubro, por causa de condições favoráveis de geração que a Aneel apontou ao anunciar a mudança, em 25 de setembro. Com a decisão desta sexta, o período sem acréscimo passa a abranger dois meses seguidos, outubro e novembro.

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O critério para a cor de cada mês é a estimativa de quanto vai variar o custo da energia. Quando a bandeira é verde, a conta não tem nenhum acréscimo. Já as bandeiras amarela e vermelha cobram um valor adicional a cada 100 kWh consumidos. A amarela custa R$ 1,885 por 100 kWh, enquanto a vermelha chega a R$ 4,46 no patamar 1 e a R$ 7,87 no patamar 2, em que as condições de geração são mais custosas.

O sistema foi criado em 2015 pela Aneel e busca refletir os gastos variáveis para produzir eletricidade. Como o valor é cobrado por 100 kWh, o efeito na conta muda conforme o consumo de cada cliente. A reportagem não localizou valores específicos da distribuidora do Distrito Federal para novembro.