O Brasil ganhou acesso a novos mercados agropecuários em Bangladesh e na Colômbia, segundo nota conjunta dos ministérios da Agricultura e Pecuária e das Relações Exteriores divulgada na última quinta, 29. Bangladesh passa a receber embriões, sêmen e animais vivos para reprodução, e a Colômbia, alimentos para animais de companhia.
Em 2025, Bangladesh importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, e a Colômbia, mais de US$ 873 milhões. Com o anúncio, o agronegócio brasileiro chega a 721 aberturas de mercado desde o início de 2023, segundo a nota oficial.
Bangladesh passou a autorizar a exportação de embriões bovinos e bubalinos, produzidos in vivo e in vitro, além de sêmen bovino e de bovinos vivos para reprodução. Segundo a nota oficial, a medida abre oportunidades ao setor de genética animal brasileiro.
Na Colômbia, a autorização cobre alimentos para animais de companhia, mais especificamente os produtos desidratados mastigáveis, de origem bovina e suína, segundo a nota. Os dois anúncios reúnem mercados de naturezas diferentes: material genético bovino em Bangladesh e alimentos para animais de companhia na Colômbia.
A nota e a reportagem sobre o anúncio não informam quando as exportações começam nos dois países. Também não trazem requisitos práticos para exportadores, como habilitação de estabelecimentos, registro e certificados sanitários, nem detalham se a autorização vale para todas as espécies, raças e estados brasileiros ou se há limite de volume. O anúncio não traz declarações de autoridades ou de exportadores.
O Ministério da Agricultura e Pecuária havia anunciado antes neste mês a marca de 700 aberturas de mercado em 99 destinos, entre países e blocos econômicos, desde o início de 2023. Em Bangladesh, os principais itens exportados pelo Brasil são produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, além de soja e derivados. Na Colômbia, os destaques são café, produtos florestais e outros produtos de origem animal.
A abertura se insere na política comercial coordenada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), que procura dar às empresas brasileiras acesso a outros mercados e diversificar os destinos das vendas. A estratégia também serve para amenizar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.




