Em média, seis em cada sete assassinatos de jornalistas ficam impunes, segundo a ONU, que divulgou nesta segunda, 2, uma mensagem do secretário-geral António Guterres pelo Dia Internacional contra a impunidade de crimes contra jornalistas. Pelo menos 34 profissionais foram mortos ao longo de 2025.
Nos dados da ONU para 2023 e 2024, 162 jornalistas foram mortos em serviço, e quase metade dessas mortes ocorreu em países que vivem conflitos armados. Nos dois anos anteriores, essa fatia era de 38%.
Onde há conflito armado, segundo a ONU, a impunidade se aproxima de 100%. Já em países sem conflitos armados, Guterres afirmou que a taxa caiu de 94% para 77% desde 2012, ano em que o plano de ação da ONU para a segurança de jornalistas foi lançado.
A mensagem de Guterres descreve os crimes como “afronta hedionda às vítimas e seus entes queridos, bem como a todos que dependem dos jornalistas para se manterem informados e engajados”. Ele defende que cada ataque à mídia seja investigado e que os responsáveis sejam devidamente punidos, além de enfatizar a necessidade de acabar com as agressões online.
A ONU também informa que 85% dos casos de assassinatos de profissionais desde 2006 seguem sem solução ou abandonados. A mensagem não identifica a base de dados por trás dos números de 2023 e 2024, nem nomeia a fonte dos dados de 2025.
Entre as vítimas, o número de mulheres jornalistas assassinadas em 2022 chegou a 10 casos, o maior nível desde 2017. Não há dado de 2025 sobre esse recorte de gênero.
Celebrada em 2 de novembro, a data trata de um quadro em que, segundo a ONU, profissionais da mídia com frequência sofrem assédio, vigilância, processos judiciais, agressões físicas e prisões, e às vezes são torturados ou mortos.
Ao citar esse plano, Guterres afirmou que é preciso fazer mais. A mensagem não cita casos registrados no Brasil.




