A Bolívia decretou estado de emergência nacional neste sábado, 31, para enfrentar os efeitos do El Niño, que já provoca seca em várias regiões e aumenta o risco de enchentes nos próximos meses. A medida permite mobilizar mais recursos financeiros, equipes de resgate e apoio de diferentes órgãos públicos nas áreas mais vulneráveis.
Segundo o governo boliviano, mais de 78 mil famílias já foram afetadas pela estiagem, principalmente em La Paz, Oruro, Potosí, Cochabamba, Chuquisaca, Tarija e Santa Cruz. A seca também provocou a perda de mais de 75 mil cabeças de gado, enquanto dezenas de comunidades enfrentam falta de água e redução de pastagens.
O decreto assinado pelo presidente Rodrigo Paz prevê resposta nacional para seca, geadas, granizo, incêndios florestais, inundações, transbordamentos de rios e outros eventos associados ao El Niño entre 2026 e 2027. Parte das regiões mais secas agora também se prepara para possíveis enchentes com a chegada da temporada de chuvas.
A Organização Meteorológica Mundial prevê que o fenômeno se intensifique nos próximos meses e alcance nível muito forte, com efeitos que podem se estender até fevereiro de 2027. As alterações provocadas pelo aquecimento do Pacífico afetam os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.
O governo boliviano informou que pretende atuar de forma preventiva, com apoio das Forças Armadas, da Polícia, de governos regionais e de organismos internacionais. O objetivo é reduzir os impactos sobre a população, a produção agropecuária e a infraestrutura do país.




