A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais projetou nesta quarta, 20, que os estoques finais de soja do Brasil alcançarão o maior volume em nove anos, impulsionados pela safra recorde estimada em 180,13 milhões de toneladas em 2026. O país segue como maior produtor e exportador mundial da commodity.
Com a colheita praticamente concluída, a entidade manteve os números revisados pela Companhia Nacional de Abastecimento no início do mês. A nova projeção representa aumento em relação à estimativa anterior da própria Abiove, que apontava produção de 177,85 milhões de toneladas. Segundo a associação, os estoques finais devem atingir 8,25 milhões de toneladas em 2026, maior patamar desde 2017.
O avanço da produção também levou a entidade a revisar para cima as estimativas de exportação e processamento da oleaginosa. As exportações brasileiras de soja foram projetadas em recorde de 114,1 milhões de toneladas em 2026, acima das 108,2 milhões registradas em 2025. Já o esmagamento deve alcançar 62,5 milhões de toneladas, crescimento de quase 4 milhões em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pela ampliação da mistura de biodiesel ao diesel no país.
Com o maior processamento, a produção brasileira de farelo de soja foi estimada em nível recorde de 48,1 milhões de toneladas, enquanto a produção de óleo de soja deve atingir 12,55 milhões de toneladas. A Abiove também elevou as projeções de exportação de farelo e óleo de soja para 24,8 milhões e 1,6 milhão de toneladas, respectivamente.
A valorização internacional da soja em grão e de derivados levou a entidade a revisar significativamente a previsão de receita com exportações do complexo soja, formado por grão, farelo e óleo. A estimativa passou para US$ 63,4 bilhões em 2026, acima dos US$ 52,9 bilhões registrados no ano passado.


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