A Bolsa de Valores brasileira encerrou maio com queda acumulada de 7,22%, registrando o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023. O movimento foi acompanhado pela valorização do dólar, que avançou 1,82% no período e voltou a fechar acima da marca de R$ 5, refletindo mudanças no fluxo global de investimentos e a saída de capital estrangeiro do mercado nacional.
Nesta sexta, 29, o Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,73% e terminou o dia aos 173.787 pontos. Já o dólar comercial subiu 0,24%, encerrando cotado a R$ 5,0453.
A bolsa brasileira acumula agora sete semanas consecutivas de perdas. Após atingir recordes históricos próximos dos 187 mil pontos em abril, o Ibovespa passou por uma forte correção e chegou a operar abaixo dos 173 mil pontos durante o pregão desta sexta-feira, seu menor nível desde janeiro.
Entre os principais fatores para a queda estão a desvalorização de ações ligadas a commodities e ao setor bancário, além da mudança de estratégia dos investidores internacionais. Nos últimos meses, o Brasil havia se beneficiado da busca por mercados emergentes, mas parte desses recursos voltou a ser direcionada para bolsas dos Estados Unidos e da Ásia.
Enquanto a B3 registrava perdas, os mercados norte-americanos seguiram em alta. Em maio, o índice Nasdaq acumulou valorização de 8,36%, enquanto o S&P 500 avançou 5,15%, renovando máximas históricas e atraindo novamente o interesse dos investidores globais.
Apesar da forte correção recente, o Ibovespa ainda mantém ganho acumulado de 7,86% em 2026, embora em ritmo bem inferior ao observado nos primeiros meses do ano.


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