Netanyahu ordena avanço militar no Líbano apesar de cessar-fogo com Hezbollah

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou neste domingo, 1º, a ampliação das operações militares israelenses no sul do Líbano, mesmo após a entrada em vigor de um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah há mais de seis semanas. A decisão ocorre em meio à intensificação dos confrontos na região e ao aumento das preocupações internacionais sobre uma possível escalada do conflito.

Segundo o governo israelense, as tropas avançaram recentemente sobre áreas estratégicas no sul libanês, incluindo o histórico Castelo de Beaufort e posições elevadas consideradas importantes para o controle militar da região. Netanyahu afirmou ter ordenado às Forças Armadas que expandam as manobras terrestres para aprofundar o domínio sobre territórios anteriormente ocupados pelo Hezbollah.

O conflito já provocou graves consequências humanitárias. De acordo com autoridades libanesas, mais de 3.370 pessoas morreram desde o início dos confrontos e cerca de 1,2 milhão de moradores foram deslocados. Do lado israelense, o governo informa que 24 soldados e quatro civis perderam a vida, enquanto dezenas de milhares de residentes do norte do país também foram obrigados a deixar suas casas devido aos ataques.

A escalada militar levou a França a solicitar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda-feira, com o objetivo de discutir a deterioração da situação no Líbano. Apesar do cessar-fogo anunciado em abril, Israel e Hezbollah continuam trocando ataques regularmente, incluindo o uso de drones e foguetes.

As forças israelenses já controlavam áreas até o rio Litani, mas agora avançam em direção ao rio Zaharani, cerca de 10 quilômetros mais ao norte. Neste domingo, o Exército israelense emitiu novos alertas de evacuação para moradores da região e realizou dezenas de bombardeios contra alvos no sul do país.

Autoridades libanesas informaram que ao menos oito pessoas morreram após ataques aéreos durante a madrugada em Deir El Zahrani. O aumento das operações militares amplia os temores de uma expansão do conflito regional em um momento de forte tensão no Oriente Médio.

 

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