Uma onda de calor extremo atinge boa parte da Europa neste fim de semana, com termômetros batendo recordes em vários países e provocando uma série de medidas preventivas: a França proibiu parcialmente o consumo de álcool em eventos públicos, a Alemanha decretou alertas em quase todo o território e a Espanha fechou uma área de torcedores montada para acompanhar a Copa do Mundo.
Na França, 35 dos 96 departamentos do país devem entrar em alerta vermelho de onda de calor neste domingo, 21, com temperaturas entre 39°C e 40°C previstas para o Sudoeste, a região de Paris e a Borgonha, podendo chegar a 41°C em alguns pontos. Após reunião de emergência, o primeiro-ministro Sebastien Lecornu proibiu preventivamente o consumo de álcool nos festejos da Fête de la Musique e em outros eventos públicos marcados para essas 35 regiões. Em Paris, as autoridades determinaram que os parques da cidade permaneçam abertos 24 horas por dia para oferecer refúgio à população.
A Alemanha também declarou alertas de calor na maior parte do país, com temperaturas próximas de 38°C, e o serviço meteorológico DWD alertou que a combinação de calor e umidade pode gerar tempestades severas. Na Itália, com temperaturas entre 36°C e 37°C, o calor alterou a rotina e o turismo em cidades como Roma, onde visitantes enfrentavam filas sob sol forte em frente ao Coliseu, e Bolonha, onde moradores se refrescavam na Fonte de Netuno e buscavam sombra sob os pórticos históricos da cidade.
Na Espanha, a federação de futebol decidiu fechar a área de telões montada na Praça de Colón, em Madri, o que obrigará os torcedores a assistir em outro local à partida da seleção espanhola contra a Arábia Saudita pela Copa do Mundo. As seleções, por outro lado, jogarão em um estádio com ar-condicionado em Atlanta, parcialmente abastecido por painéis solares.
Cientistas afirmam que as mudanças climáticas estão tornando as ondas de calor mais frequentes e intensas na Europa, elevando o risco de emergências de saúde e de perdas econômicas nos meses de verão. O presidente do Banco da França, Emmanuel Moulin, classificou os efeitos de curto prazo sobre o crescimento como “um tanto ambíguos”, já que a queda de produtividade é parcialmente compensada pelo aumento no consumo de energia, mas alertou que, a médio prazo, as ondas de calor pesam sobre a atividade econômica.


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