A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), criticou nesta segunda, 21, a decisão dos rodoviários de aprovar uma greve geral a partir da próxima segunda, 28. Durante agenda no Gama, Celina afirmou estar aberta ao diálogo, mas disse que não aceitará o que classificou como “pressão eleitoral” durante o período de campanha.
A paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada no último domingo, 20. Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal, a categoria negocia desde julho um reajuste salarial que recomponha a inflação acumulada desde o último aumento e também garanta ganho real aos trabalhadores. O acordo coletivo anterior venceu em 30 de julho e ainda não foi renovado.
Entre as reivindicações estão a manutenção da jornada de seis horas corridas, tíquete e cesta-alimentação, planos de saúde e odontológico, quinquênio e garantia de emprego aos cobradores mesmo com a retirada do pagamento em dinheiro nos ônibus. O diretor financeiro do sindicato, João Osório, afirmou que as empresas ainda não apresentaram uma proposta capaz de encerrar as negociações.
Ao comentar a possibilidade de greve, Celina afirmou que o governo determinou auditorias nos contratos do transporte coletivo e disse que este não seria o momento para discutir reajuste tarifário. A governadora associou a paralisação ao período eleitoral, embora a pauta apresentada pelo sindicato seja de reajuste salarial e renovação do acordo coletivo.
O sindicato ainda espera receber uma proposta antes do início da greve e admite discutir outras formas de mobilização caso não haja avanço nas negociações. Se a paralisação for mantida, o transporte coletivo do Distrito Federal poderá ser afetado a partir do dia 28.


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