Irã diz que Ormuz só reabre após cumprimento de sete condições

Navios em trânsito no Estreito de Ormuz, passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã
Imagem gerada por IA

Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, fez a declaração no domingo, 4, ao vincular a abertura do estreito às sete condições do memorando de Islamabad.

Qalibaf, que também é o principal negociador iraniano, afirmou que “A posição da República Islâmica do Irã é totalmente clara e firme, e o Estreito de Ormuz não será reaberto até que nossas sete condições, baseadas no Memorando de Entendimento de Islamabad, sejam cumpridas”. A apuração não lista as condições nem esclarece como os 14 pontos do memorando foram agrupados em sete.

O Irã apresentou, durante a Assembleia Geral da ONU, uma proposta para reabrir a via navegável e normalizar o trânsito marítimo em até sete dias, depois que as condições fossem atendidas. Na semana anterior à declaração, os Estados Unidos responderam à proposta por meio de intermediários do Catar, que atua como canal de mensagens entre Washington e Teerã para tentar encerrar o conflito e reabrir o estreito.

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, disse que Teerã havia transmitido suas posições gerais aos Estados Unidos por meio de mediadores, mas ainda tinha pontos adicionais a comunicar. Segundo uma autoridade a par das negociações, a divergência envolve a sequência de implementação das medidas, não os componentes do plano. Baghaei declarou: “As propostas dos norte-americanos estão mais ou menos alinhadas com suas posições anteriores, especificamente sobre a questão nuclear. Dissemos a eles que nosso foco nesta fase é a questão do Estreito de Ormuz e que o retorno à segurança nessa via navegável exige medidas claras por parte dos EUA”.

Em 20 de setembro, Qalibaf também disse que a abertura de Ormuz dependeria do atendimento às condições apresentadas pelo Irã e do cumprimento dos compromissos dos Estados Unidos. O contexto relacionado inclui registros internos sobre a queda do tráfego de navios de carga no estreito, o aumento do petróleo após a rejeição de uma proposta de paz iraniana e a fala do presidente do Irã na ONU.

O texto de Islamabad, publicado em junho, tem 14 pontos e busca um cessar-fogo permanente, além da normalização das relações diplomáticas e econômicas entre Irã e Estados Unidos. O acordo previa uma janela de 60 dias para negociar um acordo final, enquanto a extinção das sanções seguiria um cronograma acordado. Durante esse período, embarcações comerciais poderiam atravessar o estreito com segurança e sem cobrança, enquanto a definição futura da gestão da rota envolveria Omã e outros países costeiros da região. Antes da guerra, por Ormuz passavam 20% do petróleo mundial e parcela semelhante do gás natural liquefeito.

As fontes não informam se o estreito estava totalmente fechado ou operava com restrições no momento da declaração. Também não detalham os efeitos já observados sobre preços de petróleo, gás, fretes ou seguros marítimos. O prazo de sete dias mencionado em outubro difere dos 30 dias previstos no texto de junho para a retirada do bloqueio e o restabelecimento do tráfego; os prazos pertencem a formulações distintas.

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