Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um discurso nesta sexta, 29, provocou forte repercussão nas redes sociais e entre lideranças da oposição. Ao comentar a intenção dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, Lula utilizou a expressão “nossos criminosos”, frase que rapidamente se tornou alvo de críticas na internet.
Durante o pronunciamento, o presidente defendeu que o combate às facções criminosas deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras e criticou qualquer possibilidade de interferência estrangeira. Ao abordar a questão, afirmou que os Estados Unidos deveriam “entregar os nossos que estão lá”, em referência a brasileiros envolvidos com atividades criminosas fora do país. A fala foi interpretada por muitos usuários das redes sociais como uma forma inadequada de se referir a integrantes do crime organizado.
A repercussão foi imediata. Publicações com trechos do discurso se espalharam pelas plataformas digitais, acompanhadas de críticas de parlamentares, influenciadores e internautas. O principal questionamento levantado pelos críticos foi o uso do termo “nossos” ao mencionar criminosos ligados a facções que atuam no Brasil.
A declaração ocorreu no contexto da reação do governo brasileiro à decisão anunciada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de avançar no processo de classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo Lula tem defendido a cooperação internacional no combate ao crime, mas rejeita qualquer medida que possa ser interpretada como intervenção externa em assuntos de segurança pública do país.
Apesar das críticas, apoiadores do presidente argumentaram que a expressão foi utilizada no sentido de nacionalidade dos criminosos e não como demonstração de apoio ou identificação com as facções. Ainda assim, o episódio dominou os debates políticos nas redes sociais ao longo do dia e ampliou a polarização em torno da política de segurança pública do governo federal.


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