Ibovespa cai mais de 2% com escalada da tensão no Oriente Médio e temor de novas tarifas dos EUA

O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quarta, 3, em forte queda, pressionado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio e pelas incertezas em torno da política comercial dos Estados Unidos. Mesmo com a alta do petróleo, o Ibovespa registrou seu pior fechamento em mais de quatro meses, refletindo a aversão global ao risco.

O cenário internacional ficou mais tenso após o Irã atacar o Kuweit, atingindo um aeroporto e deixando dezenas de feridos, enquanto forças norte-americanas realizaram ações militares próximas ao Estreito de Ormuz. Os novos confrontos elevaram as preocupações sobre o fornecimento global de petróleo, impulsionando o preço do barril do Brent em mais de 2% ao longo do dia e aproximando a cotação da marca de US$ 100.

Apesar da valorização da commodity, o índice Ibovespa recuou 2,22%, encerrando o pregão aos 170.330,63 pontos. Durante a sessão, o principal indicador da bolsa brasileira chegou à mínima de 170.007,55 pontos e movimentou R$ 28,52 bilhões em negócios. Foi o menor fechamento desde 20 de janeiro e a maior queda diária desde 7 de maio.

Além das tensões geopolíticas, investidores acompanharam a proposta dos Estados Unidos de ampliar tarifas sobre produtos importados de dezenas de parceiros comerciais, incluindo o Brasil. O mercado também reagiu a indicadores econômicos divulgados nos Estados Unidos, como dados de emprego da ADP, atividade do setor de serviços e o Livro Bege do Federal Reserve (Fed), utilizado para avaliar o ritmo da economia norte-americana.

Com o desempenho desta quarta-feira, o Ibovespa acumula queda de 1,99% na semana, embora ainda registre valorização de 5,71% no acumulado de 2026. Os investidores seguem atentos aos próximos desdobramentos da crise no Oriente Médio e às decisões econômicas de Washington, fatores que devem continuar influenciando os mercados nos próximos dias.

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