Uma sequência de dois terremotos atingiu a região andina de Junín, no Peru, na noite deste último sábado, 18, deixando ao menos seis mortos e cerca de 30 feridos, segundo balanço divulgado neste domingo, 19, pelas autoridades peruanas. O tremor também destruiu dezenas de residências e danificou a infraestrutura de outras tantas nas áreas atingidas.
Os abalos, de magnitude 5,1 e 3,7, ocorreram com um intervalo de 17 minutos na província de Chupaca, distrito de Junín, a cerca de 300 quilômetros a leste de Lima, segundo o Centro Sismológico Nacional do Peru. O primeiro tremor teve profundidade de 24 quilômetros e o segundo, de 18 quilômetros. O Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo havia registrado inicialmente magnitude de 5,6 para o primeiro evento. O chefe do Instituto Geofísico do Peru, Hernando Tavera, atribuiu o abalo à reativação da falha tectônica Altos del Mantaro, próxima a Chupaca, e informou que já foram registradas 12 réplicas, a maioria de baixa intensidade.
O chefe do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), general Luis Vásquez, disse à rádio Exitosa que os números validados até o momento pelo Ministério da Saúde eram de cinco mortos e 21 feridos, balanço que subiu ao longo do dia com a chegada de novas informações das equipes de resgate. Relatórios preliminares apontam cerca de 48 residências destruídas e outras 18 com danos estruturais, afetando cerca de 300 pessoas, que estão recebendo assistência com barracas para abrigo temporário.
O distrito de Chongos Bajo concentrou os maiores estragos, com o desabamento do monumento religioso conhecido como Cani Cruz e danos estruturais no antigo convento de Santiago de León. Em Huancayo, capital regional, dois hospitais foram afetados — o Hospital Nacional Daniel Alcides Carrión, que atendeu parte dos feridos, e o Hospital Materno Infantil El Carmen, onde surgiram rachaduras na unidade de tratamento intensivo pediátrico. Houve ainda interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversos municípios da região.
Equipes de emergência e bombeiros chegaram à madrugada às áreas atingidas para remoção de escombros, em meio ao temor de que o número de vítimas ainda possa aumentar. O Peru está localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, faixa que concentra cerca de 85% da atividade sísmica mundial e onde ocorrem anualmente pelo menos 400 terremotos de magnitude 4,0 no país.


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