Rússia lança um dos maiores ataques com mísseis balísticos da guerra contra Kiev

A Rússia atacou a capital ucraniana, Kiev, durante a madrugada desta segunda, 20, com uma das ofensivas de mísseis balísticos mais intensas desde o início da invasão em 2022, deixando ao menos uma pessoa morta e 16 feridas, segundo o presidente Volodymyr Zelenskiy. Uma sequência de explosões atingiu diversos bairros da cidade, destruindo prédios e provocando incêndios em um ataque que, segundo a força aérea ucraniana, envolveu 41 mísseis de diferentes tipos.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que prédios residenciais, armazéns, um supermercado e um dormitório estudantil ficaram entre as estruturas atingidas, com três pessoas em estado grave. Em um bairro da região oeste da capital, equipes de resgate trabalharam entre escombros ainda em chamas para conter incêndios em apartamentos destruídos. Um morador identificado como Vlad relatou à Reuters que a explosão arrancou a porta da varanda de seu apartamento, atingindo-o na cabeça, ele descreveu a dificuldade de deixar o local por morar com a avó, que tem mobilidade reduzida.

Ainda no domingo, um ataque separado atingiu um depósito dos Correios nos arredores de Kharkiv, no nordeste do país, matando quatro pessoas e ferindo outras 19, segundo o governador regional. Já na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, equipes de resgate buscavam sobreviventes na noite de domingo após bombas russas atingirem prédios residenciais, deixando ao menos duas mortes e 14 feridos.

Segundo a força aérea ucraniana, as defesas antiaéreas do país abateram 18 dos 41 mísseis lançados no ataque, além de 108 dos 125 drones utilizados na ofensiva, concentrada principalmente contra a capital. Os bombardeios com mísseis balísticos contra Kiev e outras cidades ucranianas têm se intensificado nas últimas semanas, em meio à escassez crítica de sistemas de defesa aérea de fabricação americana enfrentada pela Ucrânia.

O ataque foi classificado pelo governo ucraniano como o maior contra Kiev desde o início da guerra, e cerca de 600 socorristas, médicos e policiais atuaram na resposta à ofensiva, segundo o premiê Sergii Koretskyi.

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