As urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de 2026 registram cada voto individualmente e funcionam desconectadas da internet durante a votação. No 1º turno, marcado para 4 de outubro, o eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República.

O registro é feito por meio do Registro Digital do Voto (RDV), arquivo que armazena cada escolha exatamente como digitada pelo eleitor e separada por cargo, sem permitir a identificação de quem votou. Dessa forma, o voto dado para um cargo não interfere na contabilização dos demais.

Encerrada a votação, a urna gera o Boletim de Urna (BU), documento que apresenta o resultado daquela seção eleitoral, além do RDV e de outros arquivos assinados digitalmente. O boletim também é impresso na própria seção e os dados são encaminhados para a totalização dos resultados.

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Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a urna não possui conexão com internet, Wi-Fi ou rede de telefonia durante a votação. Os sistemas utilizados nos equipamentos passam previamente por procedimentos de fiscalização, assinatura digital, lacração e testes, e o processo eleitoral conta com mais de 40 oportunidades de auditoria ao longo do ciclo eleitoral.

Um dos procedimentos é o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, realizado no dia da eleição em ambiente controlado. Cédulas preenchidas previamente são digitadas nas urnas e, ao final, o resultado eletrônico é comparado com a contagem dos votos registrados em papel. A urna eletrônica começou a ser utilizada no Brasil em 1996.