O Real Madrid pediu desculpas ao povo chinês nesta quarta, 28, depois que uma declaração de Kylian Mbappé sobre Mao Tsé-Tung provocou forte reação na China, levou empresas a romper contratos com o jogador e afetou até a transmissão de jogos do clube no país. A crise ganhou dimensão esportiva e comercial e mobilizou também a direção da LaLiga.
A polêmica começou após a divulgação de um vídeo de podcast em que Mbappé comentava um meme com seu rosto colocado sobre a imagem de Mao e se referiu ao ex-líder chinês como “um ditador”. O atacante pediu desculpas posteriormente e reconheceu que a declaração foi inadequada, mas a retratação não encerrou a repercussão.
Empresas chinesas, entre elas Mengniu, Shanghai Milkground Food Tech e Eastroc Beverage, encerraram parcerias com Mbappé. A plataforma estatal Migu também retirou da programação a partida entre Real Madrid e Racing Santander, enquanto manteve a transmissão dos demais jogos da rodada do Campeonato Espanhol.
Diante do impacto, o Real Madrid afirmou que mantém respeito pela China, sua história, sua cultura e pelos milhões de torcedores chineses do clube. O presidente da LaLiga, Javier Tebas, criou uma equipe de crise e se reuniu com o embaixador chinês na Espanha para tentar reduzir as consequências comerciais do episódio.
A reação mostra o peso do mercado chinês para o futebol europeu. Clubes, ligas e jogadores mantêm contratos de transmissão, publicidade e patrocínio no país, e episódios envolvendo temas sensíveis podem produzir efeitos financeiros imediatos. O governo chinês informou que considera seriamente o pedido de desculpas apresentado por Mbappé.


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