Inflação oficial sobe pela 13ª semana seguida e estoura teto da meta, aponta Focus

A previsão do mercado financeiro para o IPCA, índice oficial da inflação brasileira, subiu pela décima terceira semana consecutiva e chegou a 5,11% para 2025, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda, 8, pelo Banco Central. O número supera o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com tolerância de até 1,5 ponto percentual, ou seja, limite superior de 4,5%. A pressão dos combustíveis, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, aparece como um dos principais vetores da alta.

O cenário inflacionário vinha se agravando desde o início do ano. Em abril, os alimentos foram o principal fator de pressão, levando o IPCA mensal a 0,67%. O índice acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, ainda dentro do teto da meta, de acordo com o IBGE. A inflação de maio será conhecida na próxima sexta, 12, e o mercado aguarda o dado com atenção diante da sequência de revisões para cima nas projeções anuais.

Para os anos seguintes, o Focus registra algum alívio nas expectativas: a projeção para 2027 subiu levemente, de 4,02% para 4,03%, enquanto para 2028 e 2029 as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente, ambas mais próximas do centro da meta.

Para conter a inflação, o Banco Central utiliza a taxa Selic como principal instrumento de política monetária. Atualmente fixada em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual na última reunião, em abril, a segunda queda consecutiva, mesmo diante das incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio. A decisão foi tomada por unanimidade pelos membros do colegiado.

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