Ministro da Justiça defende ações contra crime organizado e rebate críticas sobre atuação da PF

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, compareceu à Câmara dos Deputados nesta última terça, 9, para prestar esclarecimentos sobre as ações do governo federal no combate ao crime organizado. Diante dos parlamentares, o ministro apresentou quatro eixos centrais da política de segurança: a asfixia financeira das facções, com integração de inteligência para rastrear e bloquear recursos criminosos; a modernização penitenciária, com a elevação de 138 presídios estaduais ao padrão de segurança máxima para cortar comunicações de líderes de facções; o aumento da taxa de solução de homicídios, com reforço à perícia, bancos de DNA e exames balísticos; e o combate ao tráfico ilegal de armas, com ampliação do controle nas fronteiras e enfrentamento de novas ameaças como armas impressas em 3D.

O deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) questionou o ministro sobre dois episódios envolvendo a Polícia Federal: a operação contra o ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos e a abordagem a um cidadão em Presidente Prudente (SP) que exibia uma faixa crítica ao presidente da República. “O cidadão brasileiro tem que ser protegido dos criminosos e da perseguição política e do Estado”, afirmou o parlamentar. Lima e Silva defendeu a legalidade das ações, afirmando que a abordagem em São Paulo teve por objetivo apurar um fato com aparência de crime, sem intenção de censura, e que o cidadão reafirmou seu direito à livre manifestação, momento em que os policiais enceraram a atividade.

Sobre o caso Ramagem, o ministro afirmou que houve apenas diálogo informal entre o oficial de ligação brasileiro e agências americanas, e que a decisão de prender o ex-deputado foi tomada exclusivamente pelas autoridades dos Estados Unidos. Segundo Lima e Silva, os relatórios oficiais não indicaram necessidade de punição aos agentes brasileiros, que teriam atuado dentro da legalidade.

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