O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta, 28, que determinou às forças militares israelenses a ampliação gradual do controle territorial sobre a Faixa de Gaza, com objetivo inicial de ocupar cerca de 70% do território palestino. A declaração ocorre em meio à continuidade da ofensiva militar israelense iniciada após os ataques do Hamas em 2023.
Segundo estimativas divulgadas por analistas e mapas militares, Israel já controla aproximadamente 64% da Faixa de Gaza, região devastada por quase dois anos de bombardeios e confrontos armados. A população palestina está concentrada em áreas reduzidas próximas ao litoral, em meio à crise humanitária agravada pelo conflito.
Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro previa a retirada parcial das tropas israelenses para uma área conhecida como “Linha Amarela”, limite estabelecido nos mapas militares para delimitar o avanço das forças israelenses. No entanto, reportagens da agência Reuters apontam que Israel teria ampliado unilateralmente essa zona de controle para regiões anteriormente administradas pelo Hamas.
Durante discurso em um assentamento na Cisjordânia ocupada, Benjamin Netanyahu declarou que a expansão territorial continuará de forma progressiva. Segundo ele, as forças israelenses avançaram de 50% para mais de 60% do território de Gaza e agora trabalham para alcançar 70%.
O premiê israelense afirmou ainda que o governo continuará pressionando o Hamas “por todos os lados” até neutralizar completamente os remanescentes do grupo palestino. O avanço militar de Israel em Gaza segue sendo alvo de críticas internacionais devido ao elevado número de mortes civis, deslocamentos forçados e destruição da infraestrutura local.


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