Moradores da Faixa de Gaza demonstraram medo e desespero após o anúncio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de ampliar o controle militar israelense sobre o território palestino para cerca de 70% da região.
Com mais de dois milhões de habitantes vivendo em meio à destruição provocada pela guerra, grande parte da população está concentrada em áreas reduzidas, principalmente em tendas e abrigos improvisados próximos ao litoral. O temor é de que uma nova expansão militar torne a situação humanitária ainda mais crítica.
“Para onde vamos? Para o mar? Não há espaço”, afirmou Mohammed al-Shagra, de 72 anos, morador de Khan Younis. Outro palestino deslocado, Mohammed al-Jundi, disse que os moradores não enxergam sinais reais de cessar-fogo enquanto as tropas israelenses continuam avançando além das áreas previstas nos acordos anteriores.
Apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro, ataques israelenses continuam sendo registrados em Gaza, enquanto negociações consideradas essenciais — como o desarmamento do Hamas e a retirada completa das tropas israelenses — seguem sem solução definitiva.
Segundo dados citados por autoridades locais, mais de 900 palestinos morreram em Gaza desde o início do cessar-fogo. Organizações humanitárias alertam ainda para falta de alimentos, medicamentos e infraestrutura básica, agravada pelas restrições à entrada de ajuda internacional no território.


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