Líderes da Europa apoiam diálogo direto entre Ucrânia e Rússia e cobram cessar-fogo imediato

Reunidos na Downing Street, em Londres, neste domingo, 7, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron se posicionaram ao lado do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para endossar uma proposta de negociações diretas com a Rússia, e deixaram claro que a Europa não ficará de fora do processo. O encontro marca uma escalada diplomática no esforço ocidental por encerrar um conflito que já se arrasta por cinco anos.

Em declaração conjunta, o grupo, conhecido como E3 e um dos principais apoiadores internacionais de Kiev, elogiou a carta aberta que Zelensky enviou ao presidente russo Vladimir Putin, na qual propõe conversas presenciais para discutir o fim da guerra. No documento, o líder ucraniano argumentou que os russos estão desgastados pelos ataques de mísseis e drones, pela alta inflação e pela escassez de combustível, e que estariam prontos para a paz. Também alertou que, com os Estados Unidos voltados ao conflito no Irã, seria um erro simplesmente aguardar que a guerra na Europa voltasse ao centro das atenções globais.

Putin, no entanto, rejeitou a proposta. O presidente russo afirmou que a oferta não lhe pareceu sincera e que, no momento, não via sentido em um encontro com Zelensky, acrescentando que seria necessário um acordo de longo prazo antes de qualquer avanço concreto.

Diante da recusa russa, os quatro líderes estabeleceram condições para o que chamam de paz justa e duradoura. Entre as exigências estão um cessar-fogo imediato e completo, o uso da atual linha de contato como ponto de partida para negociações, garantias de segurança juridicamente vinculantes para a Ucrânia, incluindo o envio de uma força multinacional ao país, e a manutenção dos ativos russos bloqueados até que Moscou compense Kiev pelos danos causados pela guerra.

A declaração encerrou com um recado direto: qualquer acordo de paz deverá, obrigatoriamente, salvaguardar os interesses de segurança europeus. A postura sinaliza que o continente pretende ocupar um papel ativo nas negociações, sem delegar a solução do conflito exclusivamente à agenda bilateral entre Washington e Moscou.

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