Ministério da Justiça coordena operação de segurança no 2º turno

Policiais em operação de segurança durante o segundo turno das eleições de 2026. Foto: Divulgação/gov.br
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública coordena neste sábado, 24, e no domingo, 25, uma operação conjunta de segurança para o segundo turno das eleições gerais de 2026, em parceria com órgãos federais e estaduais de segurança.

A coordenação fica a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública, por meio do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília, e dos centros integrados estaduais. O plano foi elaborado pelo ministério com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para definir governança, gestão e atuação integrada nas áreas de coordenação, comunicação, comando e controle.

Também integram a operação o TSE, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Agência Brasileira de Inteligência, o Ministério da Defesa, as polícias civis e militares, os bombeiros e as secretarias estaduais de Segurança Pública, cada um dentro de suas competências legais. O monitoramento abrange violência política, desinformação, aglomerações, crimes eleitorais e cibernéticos, dificuldades de logística e ocorrências nos locais de votação e de apuração.

O ministério, o TSE e a PRF formalizaram regras comuns para proteger os eleitores e garantir que possam circular livremente, e cabe à PRF patrulhar e fiscalizar as rodovias. O policiamento não pode atrapalhar o deslocamento de quem vai votar, e abordagens para checar infrações administrativas de trânsito só são permitidas diante de perigo concreto e iminente para a vida ou para a integridade física das pessoas. Já os bloqueios em rodovias federais devem ser avisados antes ao Tribunal Regional Eleitoral da região, com justificativa e rotas alternativas, exceto em caso de flagrante delito ou de infração ligada à segurança viária.

A PRF também pode prestar apoio logístico à Justiça Eleitoral, quando solicitada, no transporte de materiais e urnas e na segurança de instalações. Está prevista ainda a articulação para situações de contingência causadas por condições climáticas.

O planejamento nacional não define uma quantidade fixa de agentes para cada força ou cidade. Os recursos são distribuídos conforme a avaliação de riscos, a quantidade de eleitores e de locais de votação, o tamanho do território, as distâncias, a dificuldade de acesso, as ocorrências anteriores e os meios disponíveis. O ministério informou que o efetivo do segundo turno será divulgado ao longo do fim de semana, quando forem consolidados os dados enviados pelas unidades da federação.

No primeiro turno, o ministério divulgou a mobilização de 321.352 profissionais, distribuídos entre as forças estaduais (305.355), a PRF (2.726), a Polícia Federal (6.565) e a Força Nacional (142). A soma dessas parcelas, porém, é de 314.788, o que deixa uma diferença de 6.564 em relação ao total, sem explicação nos dados divulgados. Foram usadas ainda 34.625 viaturas, 239 embarcações e 121 aeronaves. Não há, até agora, números equivalentes para o segundo turno.

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