PL terá 29 dos 81 senadores em 2027, mostra projeção do Senado

Plenário do Senado Federal durante sessão. Foto: Agência Senado
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Com o fim do segundo turno das eleições, no domingo, 25, o Senado projeta que o PL terá a maior bancada a partir de fevereiro de 2027, com 29 dos 81 senadores, e que 13 partidos terão representação na Casa. A composição está praticamente definida, mas pode mudar com trocas de partido, substituições e decisões da Justiça Eleitoral.

O cálculo considera os 54 senadores eleitos em 4 de outubro, os 27 mandatos que seguem até 2031 e as substituições provocadas pela eleição de senadores para governos estaduais. Atrás do PL aparecem o PT, com 10 senadores, e o MDB, com oito, seguidos por PP (seis), União Brasil e Republicanos (cinco cada), PSD e PSB (quatro cada), Novo (três), PSDB e Podemos (dois cada), PDT e Rede (um cada). Há ainda um senador sem partido, Romário.

O número do PL subiu em relação às projeções feitas depois do primeiro turno, que apontavam 28 integrantes. A diferença coincide com a filiação ao partido de Luís Felipe Cunha, primeiro suplente de Sergio Moro, formalizada em 8 de outubro, quando ele deixou o União Brasil. Cunha assumirá a vaga de Moro, eleito governador do Paraná.

O PT passou de nove para 10 senadores porque Cheila Moreira, primeira suplente de Omar Aziz (PSD-AM), ocupará a vaga dele, já que Aziz foi eleito governador do Amazonas no segundo turno. Com isso, o PSD caiu de cinco para quatro cadeiras, e a bancada feminina subiu de 18 para 19 integrantes, o equivalente a 23,5% do total.

Em Minas Gerais, Alex Diniz (PL) assumirá a cadeira de Cleitinho (Republicanos), eleito governador. Já Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), derrotados no segundo turno na disputa pelos governos de seus estados, continuam no Senado.

Dos 54 mandatos em disputa, 40 serão ocupados por novos senadores, o que representa renovação de 74%. Entre os 32 parlamentares que tentaram a reeleição, 14 permanecerão na Casa, ou 43,7%. Os eleitos em 2026 assumem em 1 de fevereiro de 2027 e ficam até 2035.

No Distrito Federal, as duas vagas eleitas em 2026 ficaram com senadoras do PL, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro. A bancada do DF inclui ainda Damares Alves (Republicanos), cujo mandato vai de 2023 a 2031.

A principal pendência é o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, ou 25,14% dos votos válidos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda precisa decidir o caso. Se o tribunal indeferir o registro, os votos serão anulados e haverá eleição suplementar no Paraná apenas para essa vaga. O julgamento, previsto para 8 de outubro, foi adiado a pedido da defesa, sem nova data.

No quadro da projeção do Senado, Romário aparece como senador sem partido.

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