PL terá seis governos estaduais em 2027, à frente de PSD e PT

Urna eletrônica usada no segundo turno das eleições para governador em 2026. Foto: Câmara dos Deputados
FOTO: DIVULGAÇÃO

O PL terá seis governos estaduais a partir de 2027, o maior número entre os partidos, com Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima, conforme o quadro fechado no domingo, 25, com o segundo turno.

O partido não elegeu ninguém na segunda etapa. Cinco dos seis governadores saíram do primeiro turno, em 4 de outubro: Sergio Moro (Paraná), Jorginho Mello (Santa Catarina), Luciano Zucco (Rio Grande do Sul), Marcos Rogério (Rondônia) e Arthur Henrique (Roraima). O sexto é Douglas Ruas, no Rio de Janeiro, declarado eleito com 50,88% dos votos válidos depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou, em 8 de outubro, os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e determinou nova totalização. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio homologou o resultado em 15 de outubro. Na apuração inicial, Ruas tinha 49,27%, contra 42,76% de Eduardo Paes (PSD).

A situação do Rio, porém, depende de recurso. O PSD foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar restabelecer o segundo turno entre Paes e Ruas, e o caso seguia sem decisão definitiva até 21 de outubro. Em 8 de outubro, o ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator do pedido da campanha de Paes para suspender a decisão da Justiça Eleitoral. Advogados da coligação do ex-prefeito argumentaram que “negar ao eleitor fluminense o segundo turno, sob fundamento de que os votos destinados ao candidato Anthony Garotinho devem ser descartados, é desprestigiar a vontade do povo do estado do Rio de Janeiro – que, note-se, não elegeu Douglas Ruas no primeiro turno”. Sem o Rio, o PL teria cinco governos.

Atrás do PL vem o PSD, com cinco governos: Amapá, Amazonas, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. PP, PT e Republicanos ficam com quatro cada. O PP comanda Acre, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Paraíba; o PT, Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte; o Republicanos, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. O PSDB terá dois governos, em Tocantins e Alagoas, e MDB e Podemos terão um cada, em Goiás e no Pará.

O segundo turno ocorreu em seis unidades, e o TSE confirmou os eleitos no domingo. Vicentinho Júnior (PSDB) venceu em Tocantins com 64,52% dos votos válidos, e o senador Omar Aziz (PSD), no Amazonas, com 61,42%. No Acre, a governadora Mailza Assis (PP) foi reeleita com 66,21%, enquanto no Espírito Santo o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) teve 52,17% e, no Rio Grande do Norte, o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu de Lula (PT) teve 50,77%.

No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) venceu com 57,18%. Vice, ela assumiu o cargo em abril de 2026, após a renúncia do titular, e agora conquista o mandato nas urnas. O primeiro turno havia definido 20 estados, e os governadores eleitos em 2026 tomam posse em 6 de janeiro de 2027, quando começam mandatos de quatro anos.

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